Parece pouco ambicioso.
Mas é ouro.
Passamos a vida a tentar pesar mais.
Ser relevantes. Notados. Necessários. Como se o valor estivesse na importância que os outros nos dão.
Mas ser desimportante liberta.
Liberta-nos do desempenho.
Da necessidade de acertar sempre.
De justificar.
Quando nada depende de nós, tudo fica mais leve.
Podemos falhar sem grande história.
Mudar de ideias sem argumentar.
Desaparecer sem aviso.
Deixamos de ajustar quem somos ao impacto que queremos ter.
Porque a importância é uma forma de prisão bem aceite.
E a desimportância, anonimato. Um lugar onde não provamos nada e experimentamos tudo.
Porque não ser importante não é ser menos.
É ser livre o suficiente para não precisar de parecer mais.
Desfrutar da liberdade de ser desimportante.
Quando nada depende de nós, tudo fica mais leve.
