MARIA CLEMENTINA ®

Escrevo para pôr ordem no barulho e desarrumar as certezas.

Onde faltam regras, costumam sobrar urgências.

As regras não servem para limitar. Servem para evitar que cada momento seja uma escolha nova, feita em cima do joelho.

Não porque tudo seja mais importante. Mas porque nada está definido. E sem regras, tudo compete ao mesmo tempo. Tudo parece prioridade.
Tudo pede resposta já. E o “já” torna-se o critério.

Vivemos a apagar fogos que não deviam existir. A correr atrás do que podia estar resolvido antes de começar.

As regras não servem para limitar. Servem para decidir antes. Para evitar que cada momento seja uma escolha nova, feita em cima do joelho.

Sem isso, a vida vira reação. E a urgência dá a sensação de importância. Mas é só desorganização com pressa.

E é por isso que estamos cansados. Não pelo excesso de coisas, mas pela falta. De regras.

É que quando tudo é urgente, nada é realmente importante.

📸Anna Teplova

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