Podemos passar dias a analisar. A comparar.
A pedir opiniões.
A ponderar.
Podemos convencer-nos de que estamos a decidir com lógica, método e controlo. Mas não estamos. Estamos a adiar o momento.
Porque a decisão não acontece durante o processo.
Acontece num segundo.
Num clique. Num avanço... físico, talvez.
E é ali que tudo se resolve. Longe das horas de ponderação.
A análise serve para atribuir argumentos ao impulso que vai decidir por nós.
Porque no fim, não escolhemos o mais racional. Escolhemos o que, naquele instante, nos parece suportável. Seguro. Ou inevitável.
E seguimos.
E não percebemos porque mudamos de ideias no último momento.
É que ainda não aprendemos a reconhecer o impulso. A deixar de fingir que não é ele que manda.
Todas as decisões são tomadas por impulso.
Porque a decisão não acontece durante o processo. Acontece num segundo.
