MARIA CLEMENTINA ®

Escrevo para pôr ordem no barulho e desarrumar as certezas.

Não é sobre o quanto a casa é grande. É sobre o quanto é feliz.

Passamos demasiado tempo a medir a vida pelo tamanho das coisas. Mas há medidas que não cabem em números.

Estamos sempre à procura de mais.
Mais espaço. Mais uma divisão. Mais alguns metros quadrados.

Mas não é isso que realmente ocupa uma casa.

É a energia que entra. O tom das conversas. A forma como as pessoas se recebem umas às outras ao fim do dia.

 

Há casas enormes onde todos vivem isolados. E há casas pequenas onde parece haver sempre espaço para.

Mais uma cadeira. Mais uma conversa. Mais uma gargalhada.

 

A verdadeira dimensão de uma casa não está na planta.

Está na capacidade de absorver o peso do mundo e devolver leveza.

 

Há casas que parecem hotéis.

E há casas que funcionam como um porto. Lugar onde se pode chegar cansado. Falhado. Confuso. Ou derrotado. Sem ser preciso mais nada.

 

O conforto não vem da casa. Vem daquilo que acontece dentro dela. Porque uma casa feliz não é a que impressiona quem entra.

É a que custa deixar quando se sai.

📸 ARTSTAR

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