Estamos sempre à procura de mais.
Mais espaço. Mais uma divisão. Mais alguns metros quadrados.
É a energia que entra. O tom das conversas. A forma como as pessoas se recebem umas às outras ao fim do dia.
Há casas enormes onde todos vivem isolados. E há casas pequenas onde parece haver sempre espaço para.
Mais uma cadeira. Mais uma conversa. Mais uma gargalhada.
A verdadeira dimensão de uma casa não está na planta.
Está na capacidade de absorver o peso do mundo e devolver leveza.
Há casas que parecem hotéis.
E há casas que funcionam como um porto. Lugar onde se pode chegar cansado. Falhado. Confuso. Ou derrotado. Sem ser preciso mais nada.
O conforto não vem da casa. Vem daquilo que acontece dentro dela. Porque uma casa feliz não é a que impressiona quem entra.
É a que custa deixar quando se sai.
📸 ARTSTAR
