Viajar. Não é para "ver tudo". É para abrandar.
Não é sobre acrescentar lugares. Mas retirar velocidade. Ficar mais tempo. Repetir o mesmo café. Reconhecer pessoas.
Não é sobre acrescentar lugares. Mas retirar velocidade. Ficar mais tempo. Repetir o mesmo café. Reconhecer pessoas.
Olhando para o Tarrafal, a pobreza não está ali. Falta-lhes dinheiro, é certo. Mas a nós, falta-nos tudo o resto.
Aqui não se chega por engano. Não há placas a prometer futuro. Nem rotundas com esculturas abstractas a anunciar progresso. Chega-se porque é preciso.
A verdadeira fronteira não é geográfica. É administrativa, silenciosa e invisível. Encontram na embaixada o primeiro muro.
Nas Maldivas, não apetece ler. Só apetece escrever, filmar, fotografar. Registar tudo e mais alguma coisa. E partilhar. Provar que o que vemos nos catálogos é tão, mas tão verdade.