E o desejo de conforto mata a paixão da alma.
A paixão não desaparece de repente. Vai sendo trocada.
Por dias mais fáceis. Decisões mais seguras. Caminhos mais previsíveis.
E tudo parece fazer sentido. Menos risco. Menos erro. Menos desconforto. Menos vida.
O conforto é eficiente. Organiza. Protege. Estabiliza. Só não cria nada.
Porque a paixão precisa de fricção. De dúvida. De instabilidade. Precisa de espaço para falhar. E o conforto não tolera falhas.
Por isso, sem darmos conta, começamos a escolher o que não nos mexe. O que não nos exige. O que não nos incomoda. E a alma adapta-se. Não morre.
Mas deixa de arder.
O problema não é querermos conforto. É querermos demasiado. Porque a partir de certo ponto, o que nos protege… também nos apaga.
📸Comino London Ltd
